A ESET, fornecedora de soluções de segurança da informação, descobriu uma ação de cibercriminosos voltada a roubar informações confidenciais de diferentes organizações ao redor do mundo.
Apesar do principal foco ser o Paquistão, usuários e empresas brasileiras já foram infectados pelo malware.
O relatório da ESET mostra que o território paquistanês foi o mais atacado por essa ação, com 79% das detecções de ataques concentradas naquele país.
Em segundo lugar aparece os Estados Unidos, com 6%, seguido por Espanha e Índia, com respectivamente 3% e 2%. Brasil, Rússia, México, Grécia, Ucrânia e China aparecem na sequência empatados com 1% das detecções.
No golpe, os cibercriminosos utilizam malwares (códigos maliciosos) que se espalham por meio do uso de documentos e PDFs anexados a e-mails falsos.
Para isso, os cibercriminosos usam certificados emitidos por uma empresa aparentemente legítima para assinar os binários maliciosos e ampliar o potencial deles de disseminação. Durante as investigações, diversos indícios mostram que o golpe foi criado originalmente na Índia e está ativo há pelo menos dois anos.
O código malicioso tenta roubar informações sensíveis e confidenciais dos PCs infectados e as envia a servidores dos atacantes. Os cibercriminosos usam vários tipos de técnicas para roubo de dados, entre elas, key-loggers – tipo de spyware (código espião) que registra tudo o que é digitado no teclado do computador –, imagens capturadas da tela e baixando documentos diretamente do equipamento afetado.
O primeiro vetor de infecção desse malware utilizou uma já conhecida vulnerabilidade conhecida como CVE-2012-0158. Ela pode ser explorada, especialmente, por documentos criados em Microsoft Office e para permitir a execução de código arbitrário. Os documentos são enviados por e-mail e os códigos maliciosos executados são executados, sem que o usuário perceba, assim que o documento é aberto.
O outro vetor de infecção foi via arquivos executáveis do Windows que aparentemente são documentos em Word ou PDF, também distribuídos por e-mail. Nos dois casos, para evitar que a vítima suspeite do ataque, documentos falsos são mostrados para o usuário.
Para mais informações, acesse o site www.eset.com.br:
http://goo.gl/n3UAy